Recentemente, entre os dias 14 e 17 de Maio, fez escala no porto do Funchal o navio lança-minas da Marinha de Guerra Finlandesa, HÄMEENMAA (FNS - 02) no âmbito de uma visita oficial na Região.
Durante a sua estadia no cais norte do porto, esteve bem apresentável embandeirado da proa à popa, algo que já vai sendo raro de observar em navios de cruzeiro quanto mais em navios militares.
Singularidade que motivou-me a várias idas ao porto na passada terça-feira, dia 16 de Maio, para efectuar alguns registos, os primeiros ao início da tarde, pelo que lá dei início à tirada a pé num dia quente de sol até ao Forte da Nossa Senhora da Conceição (hoje em dia mais conhecido por Nini Design Center). Ao final da tarde acabaria por voltar junto do navio para realizar alguns pormenores em condições mais favoráveis de luz.
E como se isso não bastasse, voltei novamente ao "Nini" na penumbra para uns registos nocturnos, visto que o navio à noite apresentava uma grinalda, a primeira vez que vi algo assim em navios de guerra, isto se até agora não me escapou nada e se a memória não estiver já a falhar.
Sobre o HÄMEENMAA, foi construído nos estaleiros finlandeses Finyards em Rauma (actualmente extintos), a sua quilha foi assente em Abril de 1991 e o lançamento à água aconteceu em Novembro desse ano. Por fim o navio acabaria por ser comissionado ao serviço da Marinha Naval Finlandesa em Abril de 1992, como a primeira unidade da classe a que dá o nome. A segunda e última unidade, UUSIMAA (FNS - 05), seria comissionada em Dezembro desse mesmo ano.
Ostentam cada uma 1,450 mil TAB, 77 metros de comprimento, 11,6 metros de boca e um calado de 3 metros. A nível da guarnição, podem acomodar até 60 elementos.
Inicialmente ambos os navios foram projectados com vista ao lançamento de minas no Báltico, embora também possam exercer funções de patrulha, escolta e missões de transporte marítimo e de cariz anti-submarino.
Em prol das suas características principais, estes navios podem operar com quatro grades de minas através da popa, que no total estão aptas para lançar entre 100 a 150 minas no mar.
No que toca ao restante armamento, as unidades da classe Hämeenmaa estão dotadas de uma peça fixa de 57 mm Bofors, capaz de disparar 220 munições por minuto com um alcance efectivo de 8,500 metros. Conta ainda com duas peças de menor calibre (12,7 mm) e dois lança-granadas fixos.
Dispõe também de dois lança-foguetes RBU-1200 ASROC, propícios para o ataque anti-submarino.
Para além disso e fruto de uma revitalização a que ambos os navios foram alvo entre 2006-07 em Rauma, estão igualmente equipados com o sistema Umkhonto-IR SAM, que consiste no lançamento vertical de oito mísseis com um alcance de 12 km, ideal para o combate anti-aéreo.
Tanto o HÄMEENMAA como o UUSIMAA, foram os primeiros navios da Marinha Finlandesa a possuírem capacidades furtivas, algo que tem sido melhorado com o tempo. Em 2006 foram implementados sistemas de auto-defesa naval que lhes permitem proteger-se dos mais avançados mísseis guiados anti-superfície, lançado "iscos/armadilhas" (decoys) para o ar em diversos pontos com o intuito de desviar os mísseis das suas posições.
Os dois lança-minas estão dotados de dois motores Diesel Wärtsila Vasa 16V22 capazes de gerar conjuntamente 2,600 Kw, pelo que impulsionados pelos seus dois hélices podem atingir uma velocidade máxima de 20 nós.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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domingo, 21 de maio de 2017
sábado, 20 de maio de 2017
AMERIGO VESPUCCI - Emblemático navio escola ao serviço de Itália
Sábado, dia 6 de Maio de 2017, a manhã começara bem cinzenta na baía do Funchal a ameaçar chuva, que não tardou em aparecer pouco depois. Ao longe aproximando-se de sul, avistava-se um grande veleiro de três mastros que a pouco e pouco ia dando nas vistas, escoltado pelos dois rebocadores dos Portos da Madeira.
Era nada mais nada menos que o AMERIGO VESPUCCI, emblemático navio escola da Marinha Italiana e a mais antiga unidade a navegar ao serviço da mesma, cujas linhas e decoração ímpares, remetem-nos para o estilo das antigas fragatas do Séc. XIX.
Já não visitava o porto da capital madeirense há 28 anos, tendo a sua última escala ocorrido em 1989, e este regresso aconteceu no decurso de uma campanha de instrução comemorativa dos 150 anos da fundação do Canadá, iniciada no passado dia 19 de Abril no seu porto base de La Spezia. Antes do Funchal escalou ainda o porto português de Sines, pelo que agora seguem-se uma série de visitas no outro lado do oceano; Bermudas (Hamilton), Canadá (Halifax, Montreal, Quebeque), E.U.A (Boston, Nova Iorque), regressando depois ao velho continente via Ponta Delgada, Açores antes de escalar alguns portos no Mediterrâneo (Málaga, Barcelona, Portoferraio) e terminar a viagem a 23 de Setembro em Livorno.
A campanha descrita acima, uma de inúmeras que o AMERIGO VESPUCCI já realizou ao longo da sua vasta carreira, é bem demonstrativa da grande importância que este navio escola representa para as novas gerações de futuros oficiais da Marinha de Guerra. Está maioritariamente ao serviço da Academia Naval da Marinha, embora sejam também admitidos alunos da escola naval e militar Francesco Morosini, e membros de várias associações náuticas, a exemplo da Liga Naval Italiana e da Sail Training Association.
Para além disso, o AMERIGO VESPUCCI desempenha outras funções de relevo, pois é igualmente visto como uma embaixada flutuante, em virtude dos diversos eventos de cariz oficial que realiza Mundo fora em prol da bandeira que ostenta.
Outro dos seus nobres horizontes, é sensibilizar e promover por entre as camadas mais jovens, o respeito e preservação do meio ambiente, estando dessa forma em constante parceria com associações como a WWF, Marevivo Association e Unicef.
Construído pelos estaleiros reais de Castellammare di Stabia em Neapel, segundo o projecto do Engº Naval Francesco Rotundi, a sua quilha foi assente a 12 de Maio de 1930, tendo sido lançado à água e comissionado no ano seguinte, a 22 de Fevereiro e 6 de Junho respectivamente. Não tardou para que então em Julho de 1931, iniciasse a sua primeira viagem de instrução com cadetes no Norte da Europa.
Para todos os efeitos, na altura o AMERIGO VESPUCCI juntamente com o seu gémeo CRISTOFORO COLOMBO de 1928, representavam uma importante modernização no treino de cadetes, pois era de uma consideração vital que essa instrução fosse feita a bordo de um veleiro, visto que neles adquirem os conhecimentos da navegação tradicional, o que por si só é de uma grande relevância, mesmo ao governar navios modernos.
Sobre o CRISTOFORO COLOMBO, o mesmo infelizmente não teve uma vida tão longa como o seu gémeo, após a 2ª Guerra Mundial foi cedido pelos italianos, ficando apresado de guerra dos russos, que o renomearam DUNAY. Assim manteve-se até 1971, tendo sido desmantelado no ano seguinte em Odessa.
Relativamente ao mais afortunado AMERIGO VESPUCCI, apresenta as seguintes características: 4,100 mil toneladas de deslocamento, 70 metros de comprimento (101 m. com gurupés), 15 metros de largura (21 m. com embarcações auxiliares) e 7,3 metros de calado. Sendo um navio à vela com motor auxiliar dispõe de três mastros: (traquete - 50 m), (mastaréu - 54 m), (mezena - 43 m) e (gurupés - 18 m), este último muitas vezes considerado o "quatro mastro" dos veleiros. No total pode hastear até 24 velas que lhe conferem uma área vélica de 2,800 metros quadrados.
Curiosamente o navio consegue atingir velocidades superiores à vela (recorde: 14,6 nós) do que as duas máquinas FIAT Marelli Diesel, capazes de produzir 3,000 c.p. possibilitando uma velocidade média de 12 nós.
No que toca à guarnição, o número regular ronda os 278 elementos, sendo que nas campanhas de instrução da Academia Naval esse número pode subir para os 480, englobando cadetes e orientadores.
Tal como é possível constatar na maioria dos grandes veleiros, símbolos de uma nação, o seu interior está imaculadamente bem preservado, pelo que as decorações e detalhes nos tombadilhos exteriores fazem as delícias de quem tem a excelente oportunidade de visitar estas relíquias flutuantes.
Destaque para as ornamentações da proa e da popa, feitas em madeira e revestidas por folha de ouro puro, incluindo a figura de proa dedicada ao seu patrono, o navegador e cartógrafo italiano Amerigo Vespucci (1454-1522).
Após uma estadia de 4 dias no Funchal, o AMERIGO VESPUCCI largou na manhã do dia 10 de Maio, novamente debaixo de aguaceiros e com 20 dias de mar pela frente, até à sua chegada a Hamilton no próximo dia 30.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Era nada mais nada menos que o AMERIGO VESPUCCI, emblemático navio escola da Marinha Italiana e a mais antiga unidade a navegar ao serviço da mesma, cujas linhas e decoração ímpares, remetem-nos para o estilo das antigas fragatas do Séc. XIX.
Já não visitava o porto da capital madeirense há 28 anos, tendo a sua última escala ocorrido em 1989, e este regresso aconteceu no decurso de uma campanha de instrução comemorativa dos 150 anos da fundação do Canadá, iniciada no passado dia 19 de Abril no seu porto base de La Spezia. Antes do Funchal escalou ainda o porto português de Sines, pelo que agora seguem-se uma série de visitas no outro lado do oceano; Bermudas (Hamilton), Canadá (Halifax, Montreal, Quebeque), E.U.A (Boston, Nova Iorque), regressando depois ao velho continente via Ponta Delgada, Açores antes de escalar alguns portos no Mediterrâneo (Málaga, Barcelona, Portoferraio) e terminar a viagem a 23 de Setembro em Livorno.
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| Itinerário da presente campanha de instrução do AMERIGO VESPUCCI. Imagem: Marinha Italiana. |
Outro dos seus nobres horizontes, é sensibilizar e promover por entre as camadas mais jovens, o respeito e preservação do meio ambiente, estando dessa forma em constante parceria com associações como a WWF, Marevivo Association e Unicef.
Construído pelos estaleiros reais de Castellammare di Stabia em Neapel, segundo o projecto do Engº Naval Francesco Rotundi, a sua quilha foi assente a 12 de Maio de 1930, tendo sido lançado à água e comissionado no ano seguinte, a 22 de Fevereiro e 6 de Junho respectivamente. Não tardou para que então em Julho de 1931, iniciasse a sua primeira viagem de instrução com cadetes no Norte da Europa.
Para todos os efeitos, na altura o AMERIGO VESPUCCI juntamente com o seu gémeo CRISTOFORO COLOMBO de 1928, representavam uma importante modernização no treino de cadetes, pois era de uma consideração vital que essa instrução fosse feita a bordo de um veleiro, visto que neles adquirem os conhecimentos da navegação tradicional, o que por si só é de uma grande relevância, mesmo ao governar navios modernos.
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| Pintura deixada pela guarnição no muro do porto do Funchal. |
Relativamente ao mais afortunado AMERIGO VESPUCCI, apresenta as seguintes características: 4,100 mil toneladas de deslocamento, 70 metros de comprimento (101 m. com gurupés), 15 metros de largura (21 m. com embarcações auxiliares) e 7,3 metros de calado. Sendo um navio à vela com motor auxiliar dispõe de três mastros: (traquete - 50 m), (mastaréu - 54 m), (mezena - 43 m) e (gurupés - 18 m), este último muitas vezes considerado o "quatro mastro" dos veleiros. No total pode hastear até 24 velas que lhe conferem uma área vélica de 2,800 metros quadrados.
Curiosamente o navio consegue atingir velocidades superiores à vela (recorde: 14,6 nós) do que as duas máquinas FIAT Marelli Diesel, capazes de produzir 3,000 c.p. possibilitando uma velocidade média de 12 nós.
No que toca à guarnição, o número regular ronda os 278 elementos, sendo que nas campanhas de instrução da Academia Naval esse número pode subir para os 480, englobando cadetes e orientadores.
Tal como é possível constatar na maioria dos grandes veleiros, símbolos de uma nação, o seu interior está imaculadamente bem preservado, pelo que as decorações e detalhes nos tombadilhos exteriores fazem as delícias de quem tem a excelente oportunidade de visitar estas relíquias flutuantes.
Destaque para as ornamentações da proa e da popa, feitas em madeira e revestidas por folha de ouro puro, incluindo a figura de proa dedicada ao seu patrono, o navegador e cartógrafo italiano Amerigo Vespucci (1454-1522).
Após uma estadia de 4 dias no Funchal, o AMERIGO VESPUCCI largou na manhã do dia 10 de Maio, novamente debaixo de aguaceiros e com 20 dias de mar pela frente, até à sua chegada a Hamilton no próximo dia 30.
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| À noite os mastros ficam iluminados com as cores da bandeira italiana, uma característica bastante singular. |
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terça-feira, 16 de maio de 2017
SEVEN SEAS NAVIGATOR
Imagens relativas à largada do paquete SEVEN SEAS NAVIGATOR do porto do Funchal no passado dia 4 de Maio, com o apoio dos rebocadores dos Portos da Madeira, CTE. PASSOS GOUVEIA e PONTA DO PARGO, requisitados pelo navio para auxiliar a desatracar do cais norte e na consequente manobra para bombordo à saída do porto.
Ao contrário do que é habitual nesta época do ano, em que a maioria dos paquetes realizam viagens transatlânticas no sentido oeste-este, o SEVEN SEAS NAVIGATOR navegava na direcção oposta com destino a St. George, Bermudas, pois encontrava-se na recta final de um grande périplo de volta ao Mundo.
Como curiosidade, apesar deste paquete ter iniciado a sua actividade como navio de cruzeiros de alto luxo em 1999 pela Radisson Seven Seas Cruises (hoje em dia denominada Regent Seven Seas Cruises), o mesmo já havia sido construído em São Petersburgo no final da década de 80 para a Marinha da antiga União Soviética, aos quais deveria de exercer funções como navio de investigação sob o nome de AKADEMIK NIKOLAY PILYUGIN. Tais planos não se concretizaram e anos mais tarde o navio inacabado acabaria por ser rebocado até Génova com a designação de BLUE SEA, sendo que nos estaleiros de Mariotti toda a super-estrutura existente foi desmanchada, aproveitando-se apenas parte do casco, a base para a construção de um casario totalmente novo.
A zona onde estão alojados os ferros do navio na proa, são dos poucos (ou até os únicos) indícios que nos dão a entender do tipo de navio que era originalmente.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Ao contrário do que é habitual nesta época do ano, em que a maioria dos paquetes realizam viagens transatlânticas no sentido oeste-este, o SEVEN SEAS NAVIGATOR navegava na direcção oposta com destino a St. George, Bermudas, pois encontrava-se na recta final de um grande périplo de volta ao Mundo.
Como curiosidade, apesar deste paquete ter iniciado a sua actividade como navio de cruzeiros de alto luxo em 1999 pela Radisson Seven Seas Cruises (hoje em dia denominada Regent Seven Seas Cruises), o mesmo já havia sido construído em São Petersburgo no final da década de 80 para a Marinha da antiga União Soviética, aos quais deveria de exercer funções como navio de investigação sob o nome de AKADEMIK NIKOLAY PILYUGIN. Tais planos não se concretizaram e anos mais tarde o navio inacabado acabaria por ser rebocado até Génova com a designação de BLUE SEA, sendo que nos estaleiros de Mariotti toda a super-estrutura existente foi desmanchada, aproveitando-se apenas parte do casco, a base para a construção de um casario totalmente novo.
A zona onde estão alojados os ferros do navio na proa, são dos poucos (ou até os únicos) indícios que nos dão a entender do tipo de navio que era originalmente.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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quinta-feira, 11 de maio de 2017
Iate AQUILA no Funchal
Por vezes o porto do Funchal recebe uns visitantes que têm por habito deixar quem os observa e admira do lado de terra, a sonhar para um dia terem a oportunidade de ouro de viajar a bordo de tamanho luxo e requinte. Tratam-se nada mais nada menos dos grandes iates, que em especial nos meses de Primavera e Outuno escalam o porto da capital madeirense por motivos técnicos, em viagem de posicionamento entre a Europa - Caraíbas e vice versa.
Foi o caso do AQUILA, que no passado dia 27 de Abril deu nas vistas durante a sua estadia no Funchal. Chegou de manhã vindo do outro lado do Atlântico, e logo fundeou a sul do porto, pois a ocupar na totalidade o cais sul estavam dois gigantes paquetes atracados. Acabaria por atracar ao final da tarde, após a largada dos navios de cruzeiro, tendo permanecido amarrado até à madrugada do dia seguinte.
Com 2,998 mil TAB, 85,6 m de comprimento e 14 m de boca, o AQUILA foi construído em 2010 com o casco em aço e super-estrutura em alumínio pelos estaleiros norte-americanos Derecktor (Nova Iorque), na altura com a designação de CAKEWALK. Em 2016 e após ter-se submetido a uma revitalização, foi renomeado de AQUILA, estando registado em Douglas, Reino Unido.
A bordo dispõe de 8 camarotes capazes de acomodar até 12 passageiros, ao cargo de uma tripulação de 28 elementos, a prova dos excelentes níveis de serviço que este iate proporciona.
Está também dotado de um ginásio, jacuzzi exterior, elevador, conexão WiFi gratuita e ar condicionado a bordo.
Para os interessados, os valores para um fretamento de uma semana a bordo do AQUILA na época de Verão estão baseados nos cerca de 870,000€.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Foi o caso do AQUILA, que no passado dia 27 de Abril deu nas vistas durante a sua estadia no Funchal. Chegou de manhã vindo do outro lado do Atlântico, e logo fundeou a sul do porto, pois a ocupar na totalidade o cais sul estavam dois gigantes paquetes atracados. Acabaria por atracar ao final da tarde, após a largada dos navios de cruzeiro, tendo permanecido amarrado até à madrugada do dia seguinte.
Com 2,998 mil TAB, 85,6 m de comprimento e 14 m de boca, o AQUILA foi construído em 2010 com o casco em aço e super-estrutura em alumínio pelos estaleiros norte-americanos Derecktor (Nova Iorque), na altura com a designação de CAKEWALK. Em 2016 e após ter-se submetido a uma revitalização, foi renomeado de AQUILA, estando registado em Douglas, Reino Unido.
A bordo dispõe de 8 camarotes capazes de acomodar até 12 passageiros, ao cargo de uma tripulação de 28 elementos, a prova dos excelentes níveis de serviço que este iate proporciona.
Está também dotado de um ginásio, jacuzzi exterior, elevador, conexão WiFi gratuita e ar condicionado a bordo.
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| AQUILA como CAKEWALK a chegar ao Funchal na manhã de 18 de Abril 2013. |
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| Aspecto nocturno do AQUILA, com uma iluminação bem deslumbrante. |
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sábado, 6 de maio de 2017
O regresso do DEUTSCHLAND
Já há algum tempo que não fazia uma visita ao Funchal o DEUTSCHLAND, um paquete que podemos afirmar ser bastante sui-generis, tendo em conta o seu desenho único e chaminé alta localizada a meio navio, característica pouco comum de se observar actualmente.
Depois da sua última escala na Madeira em Outubro de 2012, também a última com as cores vermelhas da agora extinta Peter Deilmann Reederei, a 2 de Maio último o DEUTSCHLAND fez a sua primeira visita ao serviço do operador alemão Phoenix Reisen, num porto que até então o tinha recebido de forma algo frequente e desde Outubro de 1998, ano em que foi lançado.
Esta sua escala mais recente deu-se no decurso de um itinerário de 18 noites com início em Hamburgo e fim no porto de Bremerhaven, vocacionado às ilhas atlânticas de Canárias e Madeira, tendo igualmente incluído portos como Portsmouth (Reino Unido), Saint-Malo (França), Agadir (Marrocos), Lisboa e Leixões.
Construído em Howaltswerke Deutsche Werke (Kiel) por encomenda da Peter Deilmann, para operar no segmento dos cruzeiros de alto luxo ao lado do BERLIN de 1980, ostenta cerca de 22,490 mil TAB, 175 metros de comprimento por 23 metros de boca, está apto para receber sensivelmente 600 passageiros, servidos por uma tripulação de 240 elementos, e a sua velocidade média de serviço ronda os 20,5 nós.
Originalmente e durante muitos anos ostentou um porto de registo deveras inusitado, Neustadt in Holstein, cidade de mar alemã não muito usual de se ver na popa de navios. Hoje em dia passou para um porto de registo mais convencional, de Nassau (Bahamas).
Nesta fase as gravações da série "Das Traum Schiff", (versão alemã da famosa série "The Love Boat"), foram gravadas a bordo do DEUTSCHLAND, como era possível constatar pela pintura que ostentou na chaminé durante determinado tempo.
A um nível mais trágico, o acidente com o Concorde em Julho de 2000 teve um impacto marcante na história do DEUTSCHLAND, pois 96 dos passageiros que perderam a vida no desastre, seguiam de Paris para embarcar no navio em Nova Iorque, de modo a iniciar um grande cruzeiro via Canal do Panamá e Pacifico com destino a Sidney, onde serviu de residência oficial do comité da Alemanha nos Jogos Olímpicos desse ano, permanecendo atracado junto à Casa da Ópera para o efeito.
Mais recentemente em 2015, e após a insolvência da Peter Deilmann, o navio foi adquirido pelos novos proprietários; Absolute Nevada LLC. registados em Las Vegas, e tem operado num regime de fretamento dual, sendo que nos meses de Inverno, entre Setembro e Maio, navega com o nome de WORLD ODYSSEY pela Semester at Sea, e nos restantes meses transita para a Phoenix Reisen como DEUTSCHLAND.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Depois da sua última escala na Madeira em Outubro de 2012, também a última com as cores vermelhas da agora extinta Peter Deilmann Reederei, a 2 de Maio último o DEUTSCHLAND fez a sua primeira visita ao serviço do operador alemão Phoenix Reisen, num porto que até então o tinha recebido de forma algo frequente e desde Outubro de 1998, ano em que foi lançado.
Esta sua escala mais recente deu-se no decurso de um itinerário de 18 noites com início em Hamburgo e fim no porto de Bremerhaven, vocacionado às ilhas atlânticas de Canárias e Madeira, tendo igualmente incluído portos como Portsmouth (Reino Unido), Saint-Malo (França), Agadir (Marrocos), Lisboa e Leixões.
| DEUTSCHLAND no Funchal com a pintura original na chaminé a 7 de Maio de 2011. |
Nesta fase as gravações da série "Das Traum Schiff", (versão alemã da famosa série "The Love Boat"), foram gravadas a bordo do DEUTSCHLAND, como era possível constatar pela pintura que ostentou na chaminé durante determinado tempo.
A um nível mais trágico, o acidente com o Concorde em Julho de 2000 teve um impacto marcante na história do DEUTSCHLAND, pois 96 dos passageiros que perderam a vida no desastre, seguiam de Paris para embarcar no navio em Nova Iorque, de modo a iniciar um grande cruzeiro via Canal do Panamá e Pacifico com destino a Sidney, onde serviu de residência oficial do comité da Alemanha nos Jogos Olímpicos desse ano, permanecendo atracado junto à Casa da Ópera para o efeito.
| Atracado no Funchal a 16 de Setembro de 2012, com a pintura de chaminé que teve nos últimos anos a navegar pela Peter Deilmann. |
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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