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sábado, 6 de maio de 2017

TUI DISCOVERY pela primeira vez no Funchal

O paquete mais recente do operador britânico Thomson Cruises, o TUI DISCOVERY, esteve no passado dia 2 de Maio pela primeira vez no porto do Funchal a navegar para esta empresa e com a actual designação.
Era o antigo SPLENDOUR OF THE SEAS da Royal Caribbean, construído em 1996 pelos estaleiros franceses Chantiers de l'Atlantique, pertencente à classe Vision da referida companhia, apesar do próprio e juntamente com o seu "gémeo verdadeiro" o LEGEND OF THE SEAS, possuírem uma configuração diferente (chaminé e salão panorâmico juntos e a meio navio) e serem mais pequenos que os restantes colegas de classe, nomeadamente o VISION/RHAPSODY/ENCHANTMENT/GRANDEUR OF THE SEAS.
SPLENDOUR OF THE SEAS no porto do Funchal a 31 de Março de 2010.
A 6 de Novembro de 1996, logo no ano de estreia, realizou a sua escala inaugural no Funchal, seguida de muitas outras visitas com a típica âncora na chaminé até 2014. O ano passado foi transferido da Royal Caribbean para a Thomson do grupo alemão TUI AG, fruto da parecia existente entre as duas empresas, sendo que também neste momento encontra-se em doca seca nos estaleiros Navantia de Cádis, o gémeo LEGEND OF THE SEAS em trabalhos de transição (exteriores e interiores) para brevemente entrar ao serviço da Thomson como TUI DISCOVERY 2.
Aspecto da chaminé do SOTS a chegar ao Funchal na manhã de 3 de Dezembro de 2009.
Mas os planos de expansão da Thomson não se ficam por aqui, pois em 2018 e 2019 irão receber da TUI Cruises os paquetes MEIN SCHIFF 1 e 2, que serão então renomeados de TUI EXPLORER 1 e 2.
Ainda relativamente ao TUI DISCOVERY, a sua escala no porto da capital madeirense realizou-se no âmbito de um cruzeiro posicional transatlântico, depois de ter operado nas Caraíbas durante os últimos meses de Inverno, preparando-se agora para navegar por águas do Mediterrâneo nesta época que agora começa.
Atracado no Funchal com a sua designação anterior - 31/03/2010.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

ASTORIA um navio afortunado

O navio de cruzeiros ASTORIA, a operar actualmente para o mercado britânico pela Cruise & Maritime Voyages, foi originalmente lançado a 9 de Setembro de 1946 para a Swedish America Line como STOCKHOLM, um nome que ficou associado a uma das maiores tragédias marítimas da história.
O ASTORIA como STOCKHOLM na sua forma original. Imagem: SS Maritime.
Em 1956 num dia de denso nevoeiro, o STOCKHOLM em viagem transatlântica no sentido este-oeste, colidiu no Atlântico Norte com o paquete ANDREA DORIA, que viajava no sentido oposto. O acidente acabou por levar ao naufrágio deste último, lançado apenas três anos antes e que até então era visto como o orgulho da Marinha Mercante italiana. Do outro lado e por mais incrível que possa parecer, o STOCKHOLM ficou com a proa abalroada mas não afundou, tendo ainda resgatado a maioria dos passageiros do ANDREA DORIA e continuando viagem pelos seus próprios meios rumo a Nova Iorque. Todavia 47 passageiros do navio italiano acabaram por perder a vida no momento do acidente.
STOCKHOLM de chegada a Nova Iorque com a proa abalroada dias depois da colisão com o ANDREA DORIA. Imagem: SS Maritime.
As reparações para a proa do STOCKHOLM iniciaram-se posteriormente nos estaleiros norte-americanos de Bethlehem Steel Company em Baltimore e o navio voltou a navegar em Novembro de 1956. Porém nos anos que se seguiram, a perda de notoriedade após a tragédia era bem patente e em 1960 foi renomeado de VOLKERFREUNDSCHAFT a operar cruzeiros maioritariamente para alemães do partido comunista, trabalhadores e famílias aos quais eram atribuídas este tipo de viagens como recompensa.
Apesar das suas origens datarem de 1946, o ASTORIA é agora, no fundo, um navio dos anos 90, tanto a nível exterior como técnico, resistindo apenas o casco da década de 40. Entre 1992 e 1994 foi totalmente remodelado, tendo sido construído um casario novo e as turbinas a vapor substituídas por motores diesel, entre outras alterações não menos importantes. Regressou como novo, renomeado de ITALIA PRIMA a operar para os italianos da Nina Compania di Navigazione.
Posteriormente ainda passou pela Festival Cruises como CARIBE e depois por duas companhias sediadas em Portugal, primeiro como ATHENA pela Classic International Cruises e de seguida como AZORES para a Portuscale Cruises, sendo que em ambas era normalmente fretado a operadores estrangeiros. Foi precisamente para a CMV, o último operador pelo qual o AZORES navegou por afretamento, que recentemente tomou a propriedade do navio mudando a sua designação para a actual.
O ASTORIA conta hoje em dia com uma história vasta, que poderia muito bem ter terminado em 1956, caso o acidente no qual foi interveniente tivesse ocorrido de outra forma, ou inclusive colocando a hipótese se o mesmo não tivesse acontecido, seria então muito provável que não teria resistido como tem feito actualmente, se tivesse continuado como STOCKHOLM. Deveras uma navio afortunado pelo destino.
Nas imagens, o ASTORIA visto no Funchal a 7 de Abril último, na primeira escala que fez no porto da capital madeirense com este nome, no decurso de um cruzeiro aos arquipélagos dos Açores e Madeira baseado em Inglaterra.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Estreia do HORIZON no Porto Santo e na Madeira

O navio de cruzeiros HORIZON, com bandeira na ilha de Malta e a operar maioritariamente para o mercado francês ao serviço da Croisières de France, fez no passado dia 5 de Abril a sua primeira escala com este nome no arquipélago da Madeira, ocasião inédita tendo em conta que a mesma aconteceu no porto de Porto Santo e não no Funchal como é mais habitual.
Em viagem posicional transatlântica oriundo do porto de Philipsburg, ilha de St. Maarten nas Caraíbas, chegou ao início da manhã largando o ferro a sudoeste do porto, permanecendo assim fundeado durante todo o tempo de escala.
Desde logo as baleeiras começaram a trazer os milhares de turistas que viajavam a bordo do HORIZON para terra, sendo que alguns partiram em excursões pela ilha enquanto outros preferiram conhecer o destino independentemente. De uma forma ou outra este trânsito veio a proporcionar um movimento fora do comum, especialmente no centro da Cidade Baleira, o que acaba por ser sempre benéfico para a economia local.
Depois de uma estadia de aproximadamente nove horas, o navio largou perto das 17h rumo a Gibraltar e a caminho do Mediterrâneo. A ilha dourada tem ainda uma escala prevista de um navio de cruzeiros este mês, do AMADEA da Phoenix Reisen, no próximo dia 24 de Abril.
O HORIZON começou a navegar em 1990 com este mesmo nome, tendo sido o primeiro navio encomendado de raiz pela Celebrity Cruises, que na altura ainda integrava o grupo grego da Chandris. À semelhança da unidade gémea entregue dois anos após, o ZENITH, o HORIZON foi construído pelos estaleiros alemães de Meyer Werft, e as linhas de ambos os paquetes serviram de inspiração às futuras gerações de navios da Celebrity, nomeadamente a classe Century e mais tarde a classe Millennium, esta última construída quando a companhia já pertencia ao grupo norte-americano Royal Caribbean.
Em 2006 foi transferido para a Island Cruises, o resultado de uma parceria entre a Royal Caribbean e o operador britânico First Choice, tendo sido renomeado de ISLAND STAR, nome que ostentou até 2009 e com o qual fez a sua escala inaugural no Funchal. Posteriormente integrou os espanhóis da Pullmantur onde operou primeiro como PACIFIC DREAM, por um curto período de tempo, voltando depois à sua designação original.
Finalmente em 2012 passou para a Croisières de France, subsidiária da Pullmantur, mantendo o nome e continuando assim a operar indirectamente para o grupo Royal Caribbean International.
HORIZON prestes a largar, é levantada a última baleeira e a plataforma de desembarque.
Navio a levantar o ferro e a largar rumo a Gibraltar.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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sábado, 19 de março de 2016

SIRENA no Funchal em escala técnica

Esteve hoje no porto do Funchal entre as 0h e as 05h o navio de cruzeiros SIRENA, pela primeira vez com este nome e em fase de mudança de cores, tendo sido entregue recentemente à Oceania Cruises depois de ter operado este Inverno nas Caraíbas como OCEAN PRINCESS, a sua designação anterior.
Em viagem transatlântica desde o porto de Miami, o navio efectou uma breve escala técnica sem passageiros para reabastecer. Segue agora rumo a Marselha onde irá entrar em estaleiro para uma remodelação a orçar os 40 milhões de dólares, de modo a satisfazer os parâmetros da sua nova companhia.
Novo nome do navio, com a designação anterior em baixo pintada de branco e pouco visível...
...O mesmo verifica-se à popa, com o novo nome e registo nas ilhas Majuro e em cima o nome antigo algo apagado.
A viagem inaugural pelo Mediterrâneo está prevista para dia 27 de Abril, iniciando-se em Barcelona e fazendo passagem em portos como Monte Carlo, St. Tropez, Civitavecchia, La Valletta, Kotor (Montenegro), Split (Croácia) e Koper (Eslovénia) terminando em Veneza.
O logótipo da Princess camuflado a branco na chaminé. 
O SIRENA faz parte de um projecto de 8 unidades idênticas da extinta Renaissance Cruises, todas elas construídas em Chantiers de l'Atlantique, estaleiros em St. Nazaire que actualmente pertencem ao grupo sul-coreano STX. Foi entregue em 1999 como R FOUR, sendo que após a falência da Renaissance foi adquirido pela Princess, navegando primeiro como TAHITIAN PRINCESS, em cruzeiros pelo Pacífico Sul, e mais tarde renomeado de OCEAN PRINCESS.
TAHITIAN PRINCESS na única escala que fez com este nome no Funchal a 26 de Setembro de 2009.
OCEAN PRINCESS saindo do Funchal após a última escala com este nome a 10 de Dezembro de 2015.
Junta-se agora a três dos seus antigos companheiros de classe, que já operam há muito com as cores da Oceania, o INSIGNIA (ex. R ONE), REGATTA (ex. R TWO) e NAUTICA (ex. R FIVE).
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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domingo, 6 de dezembro de 2015

Primeira escala do CELESTYAL CRYSTAL com o recém revitalizado SAGA PEARL II no Funchal

Imagens dos navios CELESTYAL CRYSTAL da recém renomeada Celestyal Cruises e SAGA PEARL II da Saga Holidays, que hoje fizeram escala no porto do Funchal.
Foi a primeira vez que o CELESTYAL CRYSTAL esteve no porto da capital madeirense com este nome, num dia também marcado pela estreia da companhia grega Celestyal Cruises ex. Louis Cruises no Funchal. O navio com bandeira de Malta chegou ainda a visitar o Funchal o ano passado como LOUIS CRISTAL, com as cores da Cuba Cruise, operador pelo qual realizou cruzeiros em Cuba.
A operação repete-se este Inverno, actualmente com o navio em viagem transatlântica de Tânger para o porto de Bridgetown, Barbados. Porém desta vez não alterou as suas novas cores da Celestyal, tendo estado recentemente em doca seca no Pireu para trabalhos de manutenção e remodelação, onde foram também colocadas 43 novas varandas em camarotes já existentes.
CELESTYAL CRYSTAL com as novas cores da companhia e as varandas recém colocadas
O CELESTYAL CRYSTAL já navega desde 1980, apesar de ter sido inicialmente construído na Finlândia como navio ferry de nome VIKING SAGA, encomendado pelo operador escandinavo Viking Line. Só no início da década de 90, já como SALLY ALBATROSS, é que foi totalmente reconvertido para navio de cruzeiros apresentando a configuração actual, em detrimento de um grave incêndio que ocorreu enquanto se encontrava em doca seca para o que se previa que fosse apenas uma remodelação simples.
Posteriormente ainda operou com diversos nomes como LEEWARD em 1995 para a Norwegian Cruise Line, SUPERSTAR TAURUS para os asiáticos da Star Cruises a partir de 2000, SILJA OPERA e OPERA para os nórdicos da Silja Line entre 2002 e 2006, e finalmente a partir de 2007 para a Louis Cruises, primeiro como CRISTAL, depois LOUIS CRISTAL até receber este ano a designação actual.
O SAGA PEARL II atracou hoje no porto do Funchal com o apoio do rebocador PONTA DO PARGO
Quem também esteve recentemente em doca seca foi o navio SAGA PEARL II, que chegou hoje ao porto do Funchal oriundo de Dover, no primeiro cruzeiro depois de várias semanas parado nos estaleiros de Blohm + Voss em Hamburgo, para a habitual manutenção periódica submetendo-se também a alguns trabalhos de revitalização.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Primeira escala do AEGEAN ODYSSEY no Funchal

É normalmente visto a navegar pelo Mediterrâneo Oriental, mas nos últimos dias o navio de cruzeiros AEGEAN ODYSSEY no âmbito de um cruzeiro especial à Europa Ocidental tem sido visto em portos onde é rara a sua presença, caso do Funchal onde fez a sua primeira escala, de dois dias, com este nome.
Na sua forma original, como navio ferry. Fonte: Alan Dumelow/Cruise Project
A existência deste navio de passageiros data de 1973, quando começou a operar como ferry de nome NARCIS. Foi construído na Roménia, nos estaleiros de Santierul Naval Galatz. Todavia em 1986, e em detrimento da venda à empresa grega Dolphin Hellas no ano anterior, o navio foi totalmente reconvertido e passou a estar vocacionado para a actividade de cruzeiros. Dava-se então o início da sua ligação com o Mar Egeu*, visto que foi também renomeado de AEGEAN DOLPHIN.
Postal do navio como AEGEAN DOLPHIN. Fonte: Simplon postcards
Com as cores da Golden Sun Cruises designado de AEGEAN I. Fonte: Simplon postcards
No final da década de 90 voltou a mudar de nome, desta vez para AEGEAN I, continuando a ser propriedade da Dolphin Hellas mas a operar fretado para companhias como a Renaissance Cruises, Epirotiki e Golden Sun Cruises, pela qual fez uma única escala no porto do Funchal em Novembro de 1999.
Em 2005 faziam-se planos para o navio integrar a frota da Louis Cruise Lines, o que não aconteceu devido a certos problemas legais, ficando entretanto o então AEGEAN I imobilizado.
Durante a remodelação mais recente na Grécia em 2009. Fonte: Ned Cruise
Finalmente em 2009 o navio foi adquirido pela empresa Aegean Experiences, que desde logo optou por realizar uma remodelação profunda na Grécia, nos estaleiros de Keratsini e Salaminas, que consistiu na remodelação dos espaços interiores e introdução de novos camarotes com varanda, e a nível exterior com a colocação de uma nova chaminé. Voltou a navegar no ano seguinte agora como AEGEAN ODYSSEY fretado ao operador britânico Voyages to Antiquity, cuja oferta baseia-se na descoberta das grandes civilizações clássicas, como é o exemplo da Grécia e Egipto, o que reflecte também na decoração interior do navio, inspirada nas culturas destes povos antigos.
É um navio que claramente não se enquadra na tendência actual do mercado de cruzeiros, das gigantes cidades flutuantes, mas que em contrapartida e graças a um porte muito mais reduzido os seus passageiros beneficiam a bordo de um ambiente intimista e de um serviço mais personalizado.
Das principais características técnicas apresenta 11,906 TAB, 140 metros de comprimento (sofreu um alongamento de 29 metros quando foi convertido de ferry para navio de cruzeiros) e está apto para receber cerca de 380 hóspedes servidos por uma tripulação de 190 elementos. A sua velocidade de serviço ronda os 17 nós e está registado no porto de La Valletta, ostentando efectivamente a bandeira de Malta.
*Aegean que em português significa Egeu.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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