Nos últimos dias o porto do Funchal recebeu a escala de alguns dos navios de cruzeiro que compõem a frota actual de 8 unidades da P&O Cruises, a mais antiga empresa da Marinha Mercante Britânica e umas das companhias mais regulares na Madeira.
Na passada Sexta-Feira, dia 27 de Novembro, fizeram escala em simultâneo no Funchal dois navios da P&O, OCEANA e VENTURA, proporcionando um contraste entre as cores novas e antigas da companhia, tal como já tinha acontecido no porto da capital madeirense a 30 de Outubro último, entre ARCADIA e ORIANA.
Curiosamente ambos os navios foram construídos em Itália, nos estaleiros de Fincantieri em Monfalcone, o OCEANA no ano de 2000 entregue à Princess Cruises como OCEAN PRINCESS tendo sido transferido para a P&O dois anos depois, enquanto que o VENTURA de 2008 foi já encomendado pela própria companhia, mas que partiu do mesmo projecto da classe Crown da Princess, sendo assim parcialmente idêntico aos navios CROWN, EMERALD e RUBY PRINCESS.
No Domingo dia 29, foi a vez da escala do ARCADIA em viagem transatlântica do seu porto base de Southampton para St. John's, Antigua, tendo-se verificado que já está para muito breve a alteração das cores do navio, devendo a mesma iniciar-se pela pintura da chaminé a azul e a colocação dos logótipos na mesma.
Logo no dia seguinte, foi precisamente o navio mais antigo da frota, o ORIANA que este ano completa 2 décadas de actividade, a visitar o porto do Funchal, um destino que bem conhece, tendo sido a primeira escala do seu cruzeiro inaugural em Abril de 1995.
Infelizmente e pelo terceiro dia consecutivo, o porto do Funchal deveria de ter recebido hoje outro navio da P&O, o AURORA, que entretanto trocou a sua escala na Madeira pelo porto da Praia da Vitória, ilha da Terceira (Açores), por falta de cais acostável que permitisse a sua atracação.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Navios militares no porto da capital madeirense
Registos dos navios militares que recentemente fizeram escala no porto do Funchal, tirando proveito da disponibilidade de cais existente devido à calma no movimento de navios de cruzeiro que se tem verificado nos últimos dias.
Na passada Sexta-Feira, dia 20 de Novembro, chegou o navio oceanográfico da Marinha Real Britânica, HMS SCOTT (H131), para uma escala de dois dias no Funchal.
Encomendado aos estaleiros de Appledore em Devon (Reino Unido) e entregue em Outubro de 1996, o HMS SCOTT com 13,500 TAB e 131 metros de comprimento, é o maior navio do seu género no departamento hidrográfico da Marinha Britânica. Opera maioritariamente missões de carisma científico nas regiões polares, sendo que o seu nome é justamente uma homenagem ao ilustre explorador britânico, Robert Falcon Scott, que perdeu a vida durante uma campanha na Antárctida em 1912.
Já hoje atracou no molhe sul do porto o contra-torpedeiro USS BAINBRIDGE (DDG-96) da Marinha de Guerra dos E.U.A, uma das unidades da numerosa classe Arleigh Burke, contra-torpedeiros de última geração dotados de mísseis tele-guiados.
A classe conta já com mais de 50 unidades no activo, composta por diversas categorias de acordo com as actualizações que são feitas de tempo a tempo, o primeiro navio foi entregue em 1989 e actualmente a Marinha norte-americana tem ainda previsto receber mais unidades até atingir a construção nº 75, conforme estipulado no início do projecto.
No caso do USS BAINBRIDGE, é a unidade nº 46 desta classe construída em Bath Iron Works, um dos estaleiros norte-americanos designados para este projecto, tendo sido comissionada ao serviço em Novembro de 2005. Desde então tem tido o Mediterrâneo como principal área de operações, porém foi no Médio Oriente que ganhou notoriedade, ao ter sido destacada em Abril de 2009, juntamente com a fragata USS HALYBURTON e o navio de assalto anfíbio USS BOXER, para uma operação de resgate ao navio cargueiro norte-americano MAERSK ALABAMA, cuja tripulação tinha sido feita refém por piratas somali. Os raptores acabariam por reter o comandante do navio, Richard Philips, num bote salva-vidas e só depois de várias tentativas diplomáticas para resolver a situação, é que os fuzileiros da Marinha dos E.U.A que se encontravam a bordo do USS BAINBRIDGE, abateram a tiro os piratas que estavam no interior do bote, resgatando com vida o comandante. O acontecimento foi recentemente retratado no grande ecrã, no filme "Captain Philips" sendo que nas gravações foi um dos seus gémeos, o USS TRUXTON, que desempenhou o papel do BAINBRIDGE.
Entretanto largava hoje de manhã a fragata da Marinha de Guerra Portuguesa, NRP BARTOLOMEU DIAS (F333), de regresso à Base Naval do Alfeite em Lisboa, depois de ter desempenhado na última semana diversas funções no arquipélago da Madeira.
Na passada Terça-Feira transportou o Presidente da República, Cavaco Silva, do Funchal para o Caniçal, sendo que depois esteve envolvida no exercício Zarco 152, que decorreu em Porto Santo. Por fim recebeu a bordo na Sexta-Feira o Representante da República na R.A.M., Ireneu Barreto e algumas entidades ligadas à política regional para uma viagem até às Ilhas Selvagens, tendo regressado ao Funchal na madrugada de Domingo.
A NRP BARTOLOMEU DIAS foi a primeira de duas fragatas da classe Karel Doorman adquiridas à Marinha Holandesa, construída precisamente na Holanda no início da década de 90, e lançada originalmente como HNLMS VAN NES (F833). Encontra-se no activo pela Marinha Portuguesa desde 2009, dando o nome à sua classe, à qual se juntou mais tarde a NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA (F334), ex. HNLMS VAN GALEN (F834).
Não foi apenas a Portugal que a Marinha Holandesa vendeu unidades da classe Karel Doorman, também as Marinhas do Chile e Bélgica operam com fragatas deste projecto. Actualmente apenas a VAN AMSTEL e a VAN SPEIJK estão no activo com a bandeira da Holanda.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Na passada Sexta-Feira, dia 20 de Novembro, chegou o navio oceanográfico da Marinha Real Britânica, HMS SCOTT (H131), para uma escala de dois dias no Funchal.
Encomendado aos estaleiros de Appledore em Devon (Reino Unido) e entregue em Outubro de 1996, o HMS SCOTT com 13,500 TAB e 131 metros de comprimento, é o maior navio do seu género no departamento hidrográfico da Marinha Britânica. Opera maioritariamente missões de carisma científico nas regiões polares, sendo que o seu nome é justamente uma homenagem ao ilustre explorador britânico, Robert Falcon Scott, que perdeu a vida durante uma campanha na Antárctida em 1912.
Já hoje atracou no molhe sul do porto o contra-torpedeiro USS BAINBRIDGE (DDG-96) da Marinha de Guerra dos E.U.A, uma das unidades da numerosa classe Arleigh Burke, contra-torpedeiros de última geração dotados de mísseis tele-guiados.
A classe conta já com mais de 50 unidades no activo, composta por diversas categorias de acordo com as actualizações que são feitas de tempo a tempo, o primeiro navio foi entregue em 1989 e actualmente a Marinha norte-americana tem ainda previsto receber mais unidades até atingir a construção nº 75, conforme estipulado no início do projecto.
No caso do USS BAINBRIDGE, é a unidade nº 46 desta classe construída em Bath Iron Works, um dos estaleiros norte-americanos designados para este projecto, tendo sido comissionada ao serviço em Novembro de 2005. Desde então tem tido o Mediterrâneo como principal área de operações, porém foi no Médio Oriente que ganhou notoriedade, ao ter sido destacada em Abril de 2009, juntamente com a fragata USS HALYBURTON e o navio de assalto anfíbio USS BOXER, para uma operação de resgate ao navio cargueiro norte-americano MAERSK ALABAMA, cuja tripulação tinha sido feita refém por piratas somali. Os raptores acabariam por reter o comandante do navio, Richard Philips, num bote salva-vidas e só depois de várias tentativas diplomáticas para resolver a situação, é que os fuzileiros da Marinha dos E.U.A que se encontravam a bordo do USS BAINBRIDGE, abateram a tiro os piratas que estavam no interior do bote, resgatando com vida o comandante. O acontecimento foi recentemente retratado no grande ecrã, no filme "Captain Philips" sendo que nas gravações foi um dos seus gémeos, o USS TRUXTON, que desempenhou o papel do BAINBRIDGE.
Entretanto largava hoje de manhã a fragata da Marinha de Guerra Portuguesa, NRP BARTOLOMEU DIAS (F333), de regresso à Base Naval do Alfeite em Lisboa, depois de ter desempenhado na última semana diversas funções no arquipélago da Madeira.
Na passada Terça-Feira transportou o Presidente da República, Cavaco Silva, do Funchal para o Caniçal, sendo que depois esteve envolvida no exercício Zarco 152, que decorreu em Porto Santo. Por fim recebeu a bordo na Sexta-Feira o Representante da República na R.A.M., Ireneu Barreto e algumas entidades ligadas à política regional para uma viagem até às Ilhas Selvagens, tendo regressado ao Funchal na madrugada de Domingo.
Não foi apenas a Portugal que a Marinha Holandesa vendeu unidades da classe Karel Doorman, também as Marinhas do Chile e Bélgica operam com fragatas deste projecto. Actualmente apenas a VAN AMSTEL e a VAN SPEIJK estão no activo com a bandeira da Holanda.
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| Fragata LOUISE-MARIE (F931), uma das duas unidades da classe Karel Doorman na Marinha Belga, fotografada no seu porto base de Zeebrugge - 02/09/2013 |
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Navios de cruzeiro no porto do Funchal
Imagens que documentam o grande movimento de navios de cruzeiro que nestes últimos dias têm feito escala no porto do Funchal.
No dia 14 de Novembro estiveram em simultâneo no porto da capital madeirense três navios de turismo, ao QUEEN ELIZABETH, o primeiro a atracar logo pela manhã, juntaram-se ao início da tarde o AZAMARA JOURNEY e o SILVER SPIRIT oriundos do Mediterrâneo.
Os dois últimos pernoitaram no Funchal, sendo que o SILVER SPIRIT largou de manhã e mais cedo que o previsto, de modo a ceder o cais para o CRYSTAL SERENITY. Tendo como alternativas o cais 8 do porto e a permanência ao largo fundeado, o navio da Silversea recusou ambas e seguiu logo rumo a uma viagem transatlântica até Fort Lauderdale.
Ao cair da noite, fazia companhia ao AZAMARA JOURNEY o PRINSENDAM, que largava na madrugada seguinte para uma curta viagem até à ilha vizinha de Porto Santo.
No dia 16 o AIDA BLU fez a sua primeira escala à Segunda-Feira na mais recente frequência de cruzeiros regulares de Inverno, e já no dia 18 juntava-se ao MEIN SCHIFF 4, no Funchal em mais um cruzeiro de 14 noites nesta região do Atlântico, o SAGA SAPPHIRE proveniente das ilhas Canárias que atracou com o apoio do rebocador PONTA DO PARGO, devido à acção do vento que se fazia sentir com alguma intensidade.
Por fim no dia de ontem, o THOMSON MAJESTY esteve de volta em mais uma escala assídua no Funchal, sendo que ao final da manhã chegou também o SILVER WIND em viagem posicional transatlântica da Europa para as Caraíbas. O vento voltou a ser uma condicionante nesta chegada, obrigando o navio a uma manobra pouco habitual, ao efectuar uma rotação com a proa para sul, tendo então atracado por estibordo no molhe sul do porto.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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No dia 14 de Novembro estiveram em simultâneo no porto da capital madeirense três navios de turismo, ao QUEEN ELIZABETH, o primeiro a atracar logo pela manhã, juntaram-se ao início da tarde o AZAMARA JOURNEY e o SILVER SPIRIT oriundos do Mediterrâneo.
Os dois últimos pernoitaram no Funchal, sendo que o SILVER SPIRIT largou de manhã e mais cedo que o previsto, de modo a ceder o cais para o CRYSTAL SERENITY. Tendo como alternativas o cais 8 do porto e a permanência ao largo fundeado, o navio da Silversea recusou ambas e seguiu logo rumo a uma viagem transatlântica até Fort Lauderdale.
Ao cair da noite, fazia companhia ao AZAMARA JOURNEY o PRINSENDAM, que largava na madrugada seguinte para uma curta viagem até à ilha vizinha de Porto Santo.
No dia 16 o AIDA BLU fez a sua primeira escala à Segunda-Feira na mais recente frequência de cruzeiros regulares de Inverno, e já no dia 18 juntava-se ao MEIN SCHIFF 4, no Funchal em mais um cruzeiro de 14 noites nesta região do Atlântico, o SAGA SAPPHIRE proveniente das ilhas Canárias que atracou com o apoio do rebocador PONTA DO PARGO, devido à acção do vento que se fazia sentir com alguma intensidade.
Por fim no dia de ontem, o THOMSON MAJESTY esteve de volta em mais uma escala assídua no Funchal, sendo que ao final da manhã chegou também o SILVER WIND em viagem posicional transatlântica da Europa para as Caraíbas. O vento voltou a ser uma condicionante nesta chegada, obrigando o navio a uma manobra pouco habitual, ao efectuar uma rotação com a proa para sul, tendo então atracado por estibordo no molhe sul do porto.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Estreia do PRINSENDAM e da Holland America Line na ilha de Porto Santo
Foi na passada Segunda-Feira, dia 16 de Novembro, que o PRINSENDAM da Holland America Line realizou a sua primeira escala na ilha de Porto Santo, arquipélago da Madeira, numa efeméride que registou também a primeira vez que um navio da referida companhia secular de origem holandesa visitou este porto português.
O PRINSENDAM chegou a Porto Santo oriundo do Funchal, tendo pelas 9h00 largado o ferro a oeste da principal infraestrutura portuária da ilha. Desde logo iniciaram-se as operações de desembarque e embarque de passageiros por baleeira de e para terra e as excelentes condições de mar e vento que se faziam sentir estiveram sempre a favor deste processo durante todo o tempo de escala do navio.
As baleeiras deixavam e recebiam os passageiros, maioritariamente de nacionalidade norte-americana, no cais sul do porto junto à marina, onde no inicio aguardavam os autocarros prontos para seguir em excursões pela ilha, bem como os táxis e os serviços regulares de transfere que durante o dia efectuaram viagens entre o porto e a cidade de Vila Baleira, a capital e localidade mais populosa de Porto Santo.
Posto isto, tanto as condições de tempo como os serviços de apoio local aos passageiros não podiam ter estado mais à altura para facultar uma permanência memorável neste destino, certamente novo para a maioria destes turistas.
Esta escala inaugural na ilha dourada integra um périplo de 29 dias que o PRINSENDAM está a realizar e que teve início em finais de Outubro no porto grego do Pireu, desenvolvendo-se o itinerário em destinos do Mediterrâneo como Ashdod e Haifa; (Israel), Marmaris e Kusadasi; (Turquia), La Valletta; (Malta), Messina e Nápoles; (Itália) e Cartagena e Málaga; (Espanha) estando agora o navio a atravessar o Oceano Atlântico rumo ao Continente norte-americano via Madeira. Este cruzeiro também possibilitava embarques no porto que serve Roma, Civitavecchia, para um segmento de 15 dias.
Com 37,845 TAB, 204 metros de comprimento e capacidade para 766 hóspedes, o PRINSENDAM designado pela HAL como "Elegant Explorer" (Explorador Elegante), é o navio mais pequeno da frota, e por consequente o ideal para realizar escalas onde os grandes não chegam ou em portos onde fundear não é tão favorável, proporcionando assim aos passageiros destinos alternativos dos que as principais companhias vulgarmente oferecem. Para além disso e por possuir dimensões mais reduzidas apresenta um ambiente muito mais intimista, ao contrário do que se verifica nas grandes "cidades flutuantes", navios direccionados para cruzeiros em massa.
Construído na Finlândia, em Wärtsilä Marine, região de Turku, foi entregue em 1988 à extinta Royal Viking Line como ROYAL VIKING SUN, dispondo a bordo dos melhores parâmetros de luxo e qualidade de espaços e serviço. Com o mesmo nome chegou ainda a operar para a Cunard, passando depois pela Seabourn como SEABOURN SUN até chegar à Holland America Line em 2002, onde recebeu o nome actual e cujas amenidades de luxo originais são mais que dignas para a categoria de 5 estrelas e da conhecida "assinatura de excelência" da companhia.
O navio holandês, registado no porto de Roterdão, há semelhança de todos os seus "colegas" de frota permaneceu ao largo de Porto Santo até cerca das 17h30, largando então para uma viagem transatlântica rumo a Fort Lauderdale na Flórida. Após transitar o Ilhéu da Cal, a sudoeste da ilha, o navio prosseguiu a sua rota com destino ao porto norte-americano navegando ao largo da costa norte da ilha da Madeira.
A ilha de Porto Santo despediu-se assim do último navio de cruzeiros em 2015. Para o próximo ano, a ilha dourada deve receber apenas a visita do AMADEA, cuja escala está programada para dia 24 de Abril.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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O PRINSENDAM chegou a Porto Santo oriundo do Funchal, tendo pelas 9h00 largado o ferro a oeste da principal infraestrutura portuária da ilha. Desde logo iniciaram-se as operações de desembarque e embarque de passageiros por baleeira de e para terra e as excelentes condições de mar e vento que se faziam sentir estiveram sempre a favor deste processo durante todo o tempo de escala do navio.
As baleeiras deixavam e recebiam os passageiros, maioritariamente de nacionalidade norte-americana, no cais sul do porto junto à marina, onde no inicio aguardavam os autocarros prontos para seguir em excursões pela ilha, bem como os táxis e os serviços regulares de transfere que durante o dia efectuaram viagens entre o porto e a cidade de Vila Baleira, a capital e localidade mais populosa de Porto Santo.
Posto isto, tanto as condições de tempo como os serviços de apoio local aos passageiros não podiam ter estado mais à altura para facultar uma permanência memorável neste destino, certamente novo para a maioria destes turistas.
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| As baleeiras sempre num vaivém contínuo entre o navio e o posto de desembarque em terra |
Com 37,845 TAB, 204 metros de comprimento e capacidade para 766 hóspedes, o PRINSENDAM designado pela HAL como "Elegant Explorer" (Explorador Elegante), é o navio mais pequeno da frota, e por consequente o ideal para realizar escalas onde os grandes não chegam ou em portos onde fundear não é tão favorável, proporcionando assim aos passageiros destinos alternativos dos que as principais companhias vulgarmente oferecem. Para além disso e por possuir dimensões mais reduzidas apresenta um ambiente muito mais intimista, ao contrário do que se verifica nas grandes "cidades flutuantes", navios direccionados para cruzeiros em massa.
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| Vistas do PRINSENDAM fundeado ao largo de Porto Santo |
O navio holandês, registado no porto de Roterdão, há semelhança de todos os seus "colegas" de frota permaneceu ao largo de Porto Santo até cerca das 17h30, largando então para uma viagem transatlântica rumo a Fort Lauderdale na Flórida. Após transitar o Ilhéu da Cal, a sudoeste da ilha, o navio prosseguiu a sua rota com destino ao porto norte-americano navegando ao largo da costa norte da ilha da Madeira.
A ilha de Porto Santo despediu-se assim do último navio de cruzeiros em 2015. Para o próximo ano, a ilha dourada deve receber apenas a visita do AMADEA, cuja escala está programada para dia 24 de Abril.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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sábado, 14 de novembro de 2015
HMCS GOOSE BAY e SUMMERSIDE
Os dois navios patrulha HMCS GOOSE BAY (MM 707) e HMCS SUMMERSIDE (MM 711) da Marinha de Guerra do Canadá estiveram recentemente no porto do Funchal, ambos chegaram na manhã do passado dia 6 de Novembro, numa permanência que terminou na última Terça-Feira, dia 10.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Estas duas unidades gémeas integram a classe Kingston da referida Marinha, um projecto que viu a construção de doze navios patrulha idênticos no final da década de 90. No caso do GOOSE BAY e SUMMERSIDE, foram comissionados em Julho de 1998 e 1999 respectivamente, após construção nos estaleiros de Halifax, porto que desde então tem servido de base a estes navios.
Das principais características técnicas, de referir que ambos ostentam uma arqueação bruta de 970 toneladas e de comprimento cerca de 55 metros. Dispõem também de um sistema de propulsão híbrido, partilhado entre dois motores eléctricos e quatro alternadores diesel, que lhes confere uma velocidade média de 15 nós.
A nível de armamento, estão dotados de uma peça Bofors de 40 mm, posicionada à proa e duas peças de calibre inferior colocadas junto à ponte de comando, a bombordo e estibordo.
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| Os dois navios patrulha canadianos atracados de braço dado no porto do Funchal a 6 de Novembro |
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Semana de grande movimento no porto do Funchal

Num mês em que é já habitual assistirmos a uma intensa actividade, maioritariamente de navios de cruzeiro, o porto do Funchal registou 11 escalas desde o início desta semana até ao dia de hoje. Na Segunda e Terça-Feira estiveram três navios, VENTURA, AEGEAN ODYSSEY e AIDA SOL, todavia o volume maior de escalas verificou-se nos últimos três dias úteis da semana, num total de oito navios.

Na Quarta-Feira dia 11 de Novembro estiveram em porto, COSTA MAGICA, AIDA BLU e ALBATROS, que em conjunto movimentaram 5,764 passageiros e 1976 tripulantes. O navio da AIDA junta-se agora ao seu irmão AIDA SOL, sendo a segunda presença da companhia alemã a realizar cruzeiros redondos semanais pelas ilhas Canárias e Madeira este Inverno. Será presença habitual no Funchal todas as Segundas-Feiras até Abril de 2016.

Já no dia seguinte, a 12 de Novembro, outros três navios de cruzeiro, ARCADIA, BALMORAL e THOMSON MAJESTY voltaram a ocupar quase por completo o molhe sul do porto do Funchal, proporcionando um trânsito de 4,642 passageiros e 1996 tripulantes.
O THOMSON MAJESTY será também outra presença regular no porto da capital madeirense nos próximos meses de Inverno, numa frequência semanal com escalas à Quarta-Feira. Na sua visita mais recente o navio do operador britânico Thomson Holidays, atracou junto ao Forte da Nossa Senhora da Conceição, dada a ausência do ferry LOBO MARINHO, o que proporcionou uma série de vistas interessantes do agora "Design Centre" da designer madeirense de renome internacional Nini Andrade Silva.


Quanto ao dia de hoje, o porto do Funchal recebeu duas escalas, do MSC SPLENDIDA e MSC OPERA, num encontro da companhia italiana MSC Cruises. A bordo dos dois "colegas" de frota viajam 5,790 passageiros e 1995 tripulantes.
Ambos construídos na França, em St. Nazaire, o MSC OPERA foi entregue em 2004, como a segunda unidade da classe Lirica, numa altura em que esses mesmos estaleiros se designavam de Chantiers de l'Atlantique. Já o O MSC SPLENDIDA foi também o segundo navio da sua classe, Fantasia, a ser entregue à MSC em 2009, quando os estaleiros estavam já sob a tutela do grupo sul-coreano STX.
Hoje juntos no Funchal proporcionaram a oportunidade de comparar a estética da classe Lirica, a que pertence o MSC OPERA, que depois foi evoluindo e passado depois pela classe Musica até eventualmente atingir o actual expoente máximo com a classe Fantasia.

Para os restantes dias da semana, estão ainda previstas cinco escalas para o porto do Funchal, amanhã atracam o QUEEN ELIZABETH, SILVER SPIRIT e AZAMARA JOURNEY, num dia marcado pelo cancelamento do HORIZON, que faria a sua primeira escala com este nome, enquanto que no Domingo devem juntar-se ao SILVER SPIRIT e AZAMARA JOURNEY, que irão pernoitar, o CRYSTAL SERENITY e PRINSENDAM.
*Fonte nº de passageiros em trânsito: Portos da Madeira.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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THOMSON MAJESTY ex. NORWEGIAN MAJESTY ex. ROYAL MAJESTY
Ao observar de forma atenta a amura do navio THOMSON MAJESTY é possível reparar em alguns dos seus nomes anteriores que se encontram mal apagados, como NORWEGIAN MAJESTY, nome que ostentou durante o período de actividade pela Norwegian Cruise Line entre 1997 e 2004. Para além disso a parte da superior da proa contém ainda o típico grafismo pelo qual é conhecida a NCL.
Também a sua designação original, ROYAL MAJESTY, continua ligeiramente visível na amura, tendo sido o nome pelo qual operou para a extinta Majesty Cruise Line, desde o seu ano de estreia em 1992 até 1997.
Porém não é apenas a designação a única referência a esta antiga companhia norueguesa, também o símbolo desta, uma coroa, encontra-se ligeiramente visível no costado do navio, como demonstra a imagem abaixo. O mesmo símbolo que curiosamente o BRAEMAR ainda ostenta hoje em dia, bem visível e a cores, visto que a Majesty Cruise Line foi também a primeira companhia do navio da Fred. Olsen quando este começou a navegar em 1993 como CROWN DYNASTY.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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Também a sua designação original, ROYAL MAJESTY, continua ligeiramente visível na amura, tendo sido o nome pelo qual operou para a extinta Majesty Cruise Line, desde o seu ano de estreia em 1992 até 1997.
Porém não é apenas a designação a única referência a esta antiga companhia norueguesa, também o símbolo desta, uma coroa, encontra-se ligeiramente visível no costado do navio, como demonstra a imagem abaixo. O mesmo símbolo que curiosamente o BRAEMAR ainda ostenta hoje em dia, bem visível e a cores, visto que a Majesty Cruise Line foi também a primeira companhia do navio da Fred. Olsen quando este começou a navegar em 1993 como CROWN DYNASTY.
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| O símbolo da antiga Majesty Cruise Line, ainda patente no costado a estibordo do BRAEMAR da Fred. Olsen. Foto: Funchal - 29/03/2013 |
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