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segunda-feira, 18 de abril de 2016

LE LYRIAL em estreia no Funchal

O navio de cruzeiros francês LE LYRIAL, com aspecto e conceito de iate, fez a sua escala inaugural no porto do Funchal no passado dia 12 de Abril, uma estadia curta em viagem posicional para a Europa.
Com o nome dedicado à constelação Lyra do hemisfério norte, este navio vocacionado para o segmento dos cruzeiros de luxo foi a quarta e mais recente unidade da classe Boreal, desenvolvida em prol da modernização da frota da Compagnie du Ponant.
O LYRIAL, que foi precedido pelos gémeos LE BOREAL, L'AUSTRAL e LE SOLEAL, todos eles construídos em Fincantieri Ancona, apresenta 11,000 TAB, 142 metros de comprimento e capacidade para hospedar até 264 passageiros nos seus 122 camarotes e suites, todos eles com vista mar e 94% dos mesmos equipados com varanda. Para além da qualidade superior patente a bordo destes navios, estes oferecem também uma vertente de expedição, já que estão aptos para operar nas regiões polares e chegar onde os maiores não podem.
No tombadilho superior, alguns semi-rígidos utilizados para desembarcar em locais de difícil acesso.
Nas imagens, o LE LYRIAL a largar do porto da capital madeirense, a chuva fez questão em acompanhar o momento.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

SEABOURN QUEST a largar do Funchal

Registos alusivos à largada do "yacht-cruiser" SEABOURN QUEST do porto do Funchal no passado Sábado dia 9 de Abril, prosseguindo com o seu cruzeiro posicional dos E.U.A para o Mediterrâneo.
Este paquete com linhas e conceito de iate é até à data a mais recente unidade entregue à Seabourn Cruise Line, companhia sediada em Seattle, de origem norueguesa, que actualmente integra o grupo Carnival.
O SEABOURN QUEST construído em 2011 nos estaleiros T. Mariotti (Génova), foi o último navio de uma classe de três unidades gémeas que veio modernizar a frota da Seabourn, tendo sido precedido em 2009 pelo SEABOURN ODYSSEY e em 2010 pelo SEABOURN SOJOURN.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

ASTORIA um navio afortunado

O navio de cruzeiros ASTORIA, a operar actualmente para o mercado britânico pela Cruise & Maritime Voyages, foi originalmente lançado a 9 de Setembro de 1946 para a Swedish America Line como STOCKHOLM, um nome que ficou associado a uma das maiores tragédias marítimas da história.
O ASTORIA como STOCKHOLM na sua forma original. Imagem: SS Maritime.
Em 1956 num dia de denso nevoeiro, o STOCKHOLM em viagem transatlântica no sentido este-oeste, colidiu no Atlântico Norte com o paquete ANDREA DORIA, que viajava no sentido oposto. O acidente acabou por levar ao naufrágio deste último, lançado apenas três anos antes e que até então era visto como o orgulho da Marinha Mercante italiana. Do outro lado e por mais incrível que possa parecer, o STOCKHOLM ficou com a proa abalroada mas não afundou, tendo ainda resgatado a maioria dos passageiros do ANDREA DORIA e continuando viagem pelos seus próprios meios rumo a Nova Iorque. Todavia 47 passageiros do navio italiano acabaram por perder a vida no momento do acidente.
STOCKHOLM de chegada a Nova Iorque com a proa abalroada dias depois da colisão com o ANDREA DORIA. Imagem: SS Maritime.
As reparações para a proa do STOCKHOLM iniciaram-se posteriormente nos estaleiros norte-americanos de Bethlehem Steel Company em Baltimore e o navio voltou a navegar em Novembro de 1956. Porém nos anos que se seguiram, a perda de notoriedade após a tragédia era bem patente e em 1960 foi renomeado de VOLKERFREUNDSCHAFT a operar cruzeiros maioritariamente para alemães do partido comunista, trabalhadores e famílias aos quais eram atribuídas este tipo de viagens como recompensa.
Apesar das suas origens datarem de 1946, o ASTORIA é agora, no fundo, um navio dos anos 90, tanto a nível exterior como técnico, resistindo apenas o casco da década de 40. Entre 1992 e 1994 foi totalmente remodelado, tendo sido construído um casario novo e as turbinas a vapor substituídas por motores diesel, entre outras alterações não menos importantes. Regressou como novo, renomeado de ITALIA PRIMA a operar para os italianos da Nina Compania di Navigazione.
Posteriormente ainda passou pela Festival Cruises como CARIBE e depois por duas companhias sediadas em Portugal, primeiro como ATHENA pela Classic International Cruises e de seguida como AZORES para a Portuscale Cruises, sendo que em ambas era normalmente fretado a operadores estrangeiros. Foi precisamente para a CMV, o último operador pelo qual o AZORES navegou por afretamento, que recentemente tomou a propriedade do navio mudando a sua designação para a actual.
O ASTORIA conta hoje em dia com uma história vasta, que poderia muito bem ter terminado em 1956, caso o acidente no qual foi interveniente tivesse ocorrido de outra forma, ou inclusive colocando a hipótese se o mesmo não tivesse acontecido, seria então muito provável que não teria resistido como tem feito actualmente, se tivesse continuado como STOCKHOLM. Deveras uma navio afortunado pelo destino.
Nas imagens, o ASTORIA visto no Funchal a 7 de Abril último, na primeira escala que fez no porto da capital madeirense com este nome, no decurso de um cruzeiro aos arquipélagos dos Açores e Madeira baseado em Inglaterra.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Estreia do HORIZON no Porto Santo e na Madeira

O navio de cruzeiros HORIZON, com bandeira na ilha de Malta e a operar maioritariamente para o mercado francês ao serviço da Croisières de France, fez no passado dia 5 de Abril a sua primeira escala com este nome no arquipélago da Madeira, ocasião inédita tendo em conta que a mesma aconteceu no porto de Porto Santo e não no Funchal como é mais habitual.
Em viagem posicional transatlântica oriundo do porto de Philipsburg, ilha de St. Maarten nas Caraíbas, chegou ao início da manhã largando o ferro a sudoeste do porto, permanecendo assim fundeado durante todo o tempo de escala.
Desde logo as baleeiras começaram a trazer os milhares de turistas que viajavam a bordo do HORIZON para terra, sendo que alguns partiram em excursões pela ilha enquanto outros preferiram conhecer o destino independentemente. De uma forma ou outra este trânsito veio a proporcionar um movimento fora do comum, especialmente no centro da Cidade Baleira, o que acaba por ser sempre benéfico para a economia local.
Depois de uma estadia de aproximadamente nove horas, o navio largou perto das 17h rumo a Gibraltar e a caminho do Mediterrâneo. A ilha dourada tem ainda uma escala prevista de um navio de cruzeiros este mês, do AMADEA da Phoenix Reisen, no próximo dia 24 de Abril.
O HORIZON começou a navegar em 1990 com este mesmo nome, tendo sido o primeiro navio encomendado de raiz pela Celebrity Cruises, que na altura ainda integrava o grupo grego da Chandris. À semelhança da unidade gémea entregue dois anos após, o ZENITH, o HORIZON foi construído pelos estaleiros alemães de Meyer Werft, e as linhas de ambos os paquetes serviram de inspiração às futuras gerações de navios da Celebrity, nomeadamente a classe Century e mais tarde a classe Millennium, esta última construída quando a companhia já pertencia ao grupo norte-americano Royal Caribbean.
Em 2006 foi transferido para a Island Cruises, o resultado de uma parceria entre a Royal Caribbean e o operador britânico First Choice, tendo sido renomeado de ISLAND STAR, nome que ostentou até 2009 e com o qual fez a sua escala inaugural no Funchal. Posteriormente integrou os espanhóis da Pullmantur onde operou primeiro como PACIFIC DREAM, por um curto período de tempo, voltando depois à sua designação original.
Finalmente em 2012 passou para a Croisières de France, subsidiária da Pullmantur, mantendo o nome e continuando assim a operar indirectamente para o grupo Royal Caribbean International.
HORIZON prestes a largar, é levantada a última baleeira e a plataforma de desembarque.
Navio a levantar o ferro e a largar rumo a Gibraltar.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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Lancha CTE. CRISTIANO DE SOUSA no Porto Santo

A lancha de pilotos CTE. CRISTIANO DE SOUSA amarrada na marina do Porto Santo, onde actualmente opera em prol da pilotagem do referido porto. Fotografias obtidas a 5 de Abril último, num dia em que fez escala no Porto Santo o paquete HORIZON, que nesta ocasião não precisou do apoio desta lancha, pois quando se trata de fundear não é necessária a ida a bordo do piloto local.
A CTE. CRISTIANO DE SOUSA, que ostenta o nome em homenagem ao Comandante do porto do Funchal na época em que chegou à Madeira, no ano de 1969, foi construída no Reino Unido nos estaleiros Keit Nelson, ilha de Wight. Apresenta 12,52 metros de comprimento, 3,35 metros de boca e 0,99 metros de calado e possui um motor diesel de 359 HP que lhe conferem uma velocidade máxima de 23 nós.
Operou no porto do Funchal entre 1969 até 2001, ficando depois de reserva à lancha CTE. VALÉRIO DE ANDRADE. Ainda passou pelo porto do Caniçal antes de ter sido destacada para o Porto Santo, em detrimento da aquisição de duas novas lanchas para a APRAM S.A. que entraram ao serviço em 2012.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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domingo, 3 de abril de 2016

Funchal e Porto Santo com 51 escalas conjuntas em Abril

O mês de Abril é habitualmente um dos meses mais movimentados do ano, a par com Novembro, no que toca ao número de escalas de navios de cruzeiro no porto do Funchal. Tal acontece grande parte devido aos paquetes que realizam viagens transatlânticas posicionais, numa altura em que terminam as suas operações de Inverno nas Américas e se preparam para operar na Europa nos meses de Verão, beneficiando assim da posição privilegiada da Madeira neste tipo de rotas.
Hoje o NORWEGIAN EPIC foi o primeiro navio de um mês que só no porto do Funchal promete 48 escalas, sendo que as restantes três devem acontecer no porto de Porto Santo.
A nível de escalas inaugurais este mês o porto do Funchal deve receber apenas uma no dia 12 de Abril, do LE LYRIAL, navio com linhas de iate a operar para os franceses da Compagnie du Ponant, que estará também pela primeira vez no Porto Santo.
Apesar de não ser propriamente uma estreia, escala pela primeira vez a 7 de Abril com o seu novo nome o ASTORIA, ex. AZORES e ATHENA, a operar para o mercado britânico pela Cruise & Maritime Voyages.
L'AUSTRAL, um dos gémeos do LE LYRIAL, a largar do Funchal após escala inaugural a 6 de Abril de 2013.

ASTORIA ainda como AZORES no Funchal a 31 de Janeiro de 2015, já a operar fretado pela CMV.
O porto da ilha dourada deverá receber outra escala inaugural já na próxima terça-feira dia 5 de Abril, do HORIZON, da companhia Croisières de France que integra o grupo Royal Caribbean, e que terá a particularidade de não estar associada a uma escala no Funchal, sendo que o navio passa apenas pelo Porto Santo em viagem transatlântica das Caraíbas para o Mediterrâneo.
PACIFIC DREAM actual HORIZON, com as cores da Pullmantur, a chegar pela primeira vez ao Funchal com este nome a 5 de Junho de 2009.
No dia 24 o Porto Santo recebe a visita do AMADEA dos alemães da Phoenix Reisen, navio que já realizou no passado algumas escalas neste porto.
Relativamente a dias de maior actividade no porto do Funchal, o dia 14 será o mais movimentado com 4 escalas em simultâneo, dos navios THOMSON MAJESTY, AIDA CARA, PACIFIC PRINCESS e LE PONANT.
Porto do Funchal repleto de navios num dia de Abril em 2013.
Pode consultar a previsão dos Portos da Madeira para este mês de Abril na imagem (com link) na coluna à esquerda. Note que a informação que lá consta não coincide com a aqui divulgada, visto que para tornar este artigo ainda mais fidedigno, foi realizada pesquisa em outras fontes de informação.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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quinta-feira, 31 de março de 2016

Dois tipos de cruzeiros às Canárias para o mercado britânico

Fotografias registadas esta manhã da chegada do navio THOMSON MAJESTY ao porto do Funchal, que a caminho do cais norte passou pelo gigante VENTURA atracado no molhe sul.
Como vem sendo habitual de há muitos anos, o operador britânico Thomson posiciona sempre nesta época de Inverno um navio a realizar cruzeiros redondos semanais pelas Canárias, Madeira e Marrocos vocacionado para o mercado inglês, que assim realiza os chamados "fly-cruises" regulares, viajando do Reino Unido para as Canárias para embarcar no navio.
Também a operar para os britânicos, a P&O Cruises há muito que oferece cruzeiros ocasionais nesta região com diversos navios da sua frota, todavia difere a operação, pois neste caso os seus passageiros têm a possibilidade de embarcar "à porta de casa" no porto de Southampton, resultando em viagens de maior duração desde o sul de Inglaterra (tendo obrigatoriamente que transitar duas vezes a Baía da Biscaia), e que normalmente incluem outros portos de escala em Portugal e norte de Espanha.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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