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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Festa de paquetes no Funchal em mais uma Passagem de Ano

A noite de fim de ano na cidade do Funchal é, sem sombra de dúvidas, uma festa muito especial, considerada por muitos o auge das festividades do Natal madeirense e de todo o ano também. E para todos aqueles que gostam de ver e sentir os navios, fazendo disso uma paixão, o 31 de Dezembro torna-se ainda mais especial, pois neste dia a baía do Funchal é anfitriã de uma grande concentração de paquetes, que nos visitam propositadamente para receber o Ano Novo recheados de milhares de turistas, empolgados para ver, ou rever, o conceituado fogo de artifício da capital madeirense.
Na Passagem de Ano de 2018/2019, foram dez os navios de cruzeiro que escolheram o Funchal para dar as boas-vindas ao novo ano, os quais trouxeram no total cerca de 31 mil turistas, entre 25 mil passageiros e 6 mil tripulantes.
Pelas 7h00, ao chegar à Avenida do Mar, era possível avistar atracado no cais sul o AIDA NOVA, que havia chegado já umas horas antes, o primeiro a chegar para a Festa! E ali estava ele com toda a sua imponência, não fosse já o maior navio a atracar no nosso porto, a nível de TAB (183.000 TAB), estabelecendo também um novo recorde no que toca ao nº de passageiros em trânsito num fim de ano no Funchal, pois o mais recente navio da AIDA, e da indústria mundial dos cruzeiros, trouxe nesta escala 6.221 passageiros e 1.409 membros da tripulação.
Lá ao longe no horizonte, a Sul, avistavam-se quatro pequenos pontos luminosos, eram eles os navios QUEEN VICTORIA, COLUMBUS, VENTURA e BALMORAL, que oriundos das Canárias aproximavam-se pouco a pouco. Os dois primeiros procuravam as melhores posições para largar o ferro no quadrante leste da baía, e assim o fez o paquete da Cunard mais a oeste, em frente à praia da Barreirinha, e o navio da Cruise & Maritime Voyages mais a este, em frente ao Lazareto.
Pouco depois fazia a sua manobra o BALMORAL, que atracou no cais norte, seguido do VENTURA, que acostou no molhe da "pontinha" à proa do AIDA NOVA, ficando deste modo composto o porto do Funchal com estes cinco paquetes até ao final da tarde.
Só o tempo este ano não esteve a favor, nomeadamente as condições adversas do mar e os períodos de chuva torrencial, que causaram alguns transtornos sobretudo aos navios que fundearam, o QUEEN VICTORIA não conseguiu desembarcar quaisquer passageiros, por motivos de segurança no transbordo a terra via baleeiras, e o MARELLA DREAM adiou a sua chegada para as 18h, dita cuja que estava inicialmente prevista para as 10h, pelo que o navio iria também permanecer em fundeadouro até ao final do dia.
Assim sendo, o navio da Marella Cruises atracou de imediato no cais norte, após a saída do BALMORAL uma hora antes sensivelmente, o qual optou depois por dar uma volta a leste até à Ponta de São Lourenço, à semelhança do que tinha feito o ano passado, regressando mais tarde à baía.
Ao chegar a noite, que aos poucos ia ganhando cada vez mais tons de euforia, fazendo jus à reputação da grande Festa de fim de ano no Funchal, os restantes navios iam chegando também, posicionando-se ao largo nos melhores locais possíveis para ver o fogo de artifício, o MEIN SCHIFF 1 ficou próximo do QUEEN VICTORIA, aos quais juntaram-se mais tarde o ZENITH, BALMORAL e o AIDA NOVA, que pelas 22h30 largou para o fundeadouro. Já o seu colega mais pequeno, AIDA STELLA, posicionou-se a sul, atrás da "pontinha", e por fim o MARCO POLO fez a sua aproximação já após as 23h, depois de uma volta pela costa sudoeste da ilha, tendo sido o navio que mais longe da costa ficou. Dez navios de cruzeiros, mais um ferry, LOBO MARINHO, compunham então a frota que aguardava pelo novo ano em águas madeirenses.
A chuva que ia caindo ia deixando muitos num estado natural de preocupação, à medida que se aproximava 2019, mas nem mesmo isso impediu o início do tão aguardado espectáculo pirotécnico, que durante oito minutos encheu a cidade do Funchal com muita luz e cor, momentos quase indescritíveis, e que milhares provenientes dos vários cantos do Mundo, procuram presenciar "in loco".
No fim, ouvia-se os navios a apitar, sendo que a maioria dos quais seguiu logo viagem com destino aos portos seguintes, permanecendo para o dia 1 de Janeiro, o MARELLA DREAM, que continuou atracado no cais norte, o MEIN SCHIFF 1, que atracou de madrugada no lugar do VENTURA após a largada do mesmo, e o AIDA STELLA e MARCO POLO, que acostaram no início da manhã. Quem também esteve na baía de manhã a tentar fundear foi o ZENITH, depois de ter rumado a sul após o fogo, mas as condições de mar adverso persistiam, impedindo o normal transbordo de passageiros via baleeira, pelo que o mesmo acabaria por cancelar e seguir com destino a Agadir. Neste período, o navio da Pullmantur ainda realizou um desembarque médico.
Posto isto, chegava assim ao fim mais um dia especial de "São Paquete", um evento único no Mundo, pois não existe outro porto que reúna tamanha concentração de paquetes como a que se verifica todos anos a 31 de Dezembro na baía do Funchal.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Frota de paquetes reunida na noite de São Silvestre

Tal como foi referido num post anterior, o mais recente fim de ano no principal porto turístico da Madeira registou uns singelos 4 navios de cruzeiro durante o dia, sendo que os restantes 5 paquetes chegaram ao Funchal apenas à noite, mas como diz o velho provérbio, mais vale tarde que nunca.
As imagens seguintes descrevem o panorama da baía funchalense momentos antes do espectáculo pirotécnico da meia noite, após a chegada ao largo dos navios QUEEN VICTORIA, AIDA BLU, MAGELLAN e MSC MAGNIFICA. Por esta altura já o MARCO POLO, BOUDICCA e AIDA CARA, haviam deixado as suas posições no porto para obter uma melhor vista no fundeadouro para o anfiteatro, pelo que o OCEANA foi o único a permanecer atracado.
Quanto ao SAGA PEARL II, o mesmo escapou à nossa objectiva, tendo se posicionado mais a leste para assistir ao fogo de artifício, que este ano esteve mais uma vez ao cargo da Macedos Pirotecnia, empresa que há 10 anos realizou o espectáculo que entrou para o livro de recordes do Guiness.
Escusado dizer que foram novamente cerca de 10 minutos de muita cor, luz e som a dar as excelentes boas-vindas a 2017!
Votos de um FELIZ ANO NOVO!
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mau tempo condicionou navios a 31 de Dezembro

Lá de tempos a tempos e de uma forma quase cíclica, o mau tempo decide pregar uma partida a 31 de Dezembro, condicionando a concentração de paquetes no último dia do ano, a exemplo de outras datas no passado, como em 1968, quando estavam previstos 14 paquetes para a noite de São Silvestre e grande maioria não atracou devido ao estado do tempo. Em 1988 semelhante cenário voltou a repetir-se quando os paquetes CANBERRA e VASCO DA GAMA viram-se forçados a deixar o Funchal após várias tentativas infrutíferas para atracar devido à ondulação adversa.
Em 2016 a forte agitação marítima foi novamente a maior condicionante para a operação dos navios em véspera de Ano Novo, e logo pela manhã os paquetes BOUDICCA, MARCO POLO e OCEANA envolveram-se num renhido confronto com a ondulação, que por vezes variava entre os 2,5 e 3 metros!
Mas desta vez os paquetes levaram a melhor esta disputa e todos eles conseguiram atracar, ao que valeu a resiliência dos oficiais a bordo, pilotos e a constante vigia dos rebocadores locais, que estiveram de prevenção em todas as manobras.
No entanto para os oficiais de serviço na ponte do OCEANA, não puderam dispensar as atenções redobradas mesmo depois do navio ter atracado. A ondulação oriunda de sudeste fez com o mesmo passasse a sua estadia num balanço desenfreado, com os propulsores de proa e popa em constante funcionamento de modo a manter a sua posição no cais. De facto verificou-se uma agitação marítima bastante acentuada no interior do porto, grande parte derivada do cais 8, que nestas condições de mar reflecte as ondas sobretudo em direcção ao cais 3, onde estava atracado o OCEANA, fustigando e muito a sua estabilidade.
Trata-se portanto de uma ironia bastante desagradável, este cais 8 que não foi utilizado uma única vez o ano passado, e que para além da sua inutilidade vem nestas ocasiões prejudicar a estadia dos navios no cais sul. Algo assim de tão irrelevante que terá escapado aos estudos dos ditos especialistas?
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Paquetes no Funchal na véspera de 2017

Foram quatro os paquetes que marcaram presença durante o dia a 31 de Dezembro último, em mais uma habitual concentração de paquetes no porto do Funchal nesta data. Um número que em dias ditos normais correspondem a casa cheia, mas que nesta ocasião em especial foi considerado de atípico, visto que em anos anteriores era comum assistir-se a vários navios atracados e fundeados já desde manhã cedo.
Contudo São Pedro teve outros planos para esta véspera de 2017 e a festa de paquetes foi adiada para as últimas horas do ano transacto. A ondulação adversa não permitiu a operação dos navios em fundeadouro e deste modo o QUEEN VICTORIA e o MAGELLAN viram-se forçados a alterar as suas chegadas da manhã para a noite.
 Assim sendo, entraram logo pela manhã no porto do Funchal o BOUDICCA, MARCO POLO e OCEANA, todos eles com a companhia dos rebocadores locais, caso a forte agitação marítima não fosse causar alguma surpresa desagradável. Três paquetes a operar maioritariamente para o mercado britânico, que se juntaram ao AIDA CARA, com a habitual supremacia de passageiros alemães, atracado no cais norte desde o dia anterior, e à presença do sempre habitual navio ferry LOBO MARINHO, que no último dia do ano não realizou viagem até à ilha vizinha do Porto Santo.
Ainda antes do anoitecer, por volta das 17h, era possível avistar o SAGA PEARL II a aproximar de sul, oriundo de Las Palmas de Gran Canaria, todavia ao entrar na baía o mesmo optou por guinar a leste e rumou até à costa noroeste da ilha para se abrigar da forte ondulação de sudeste, voltando ao Funchal quando já faltava pouco para o espectáculo pirotécnico da meia noite.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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AIDA CARA o primeiro para o fim de ano

Imagens relativas à chegada do paquete de bandeira italiana AIDA CARA, a operar para os alemães da AIDA Cruises, ao porto do Funchal no passado dia 30 de Dezembro 2016, o primeiro navio de cruzeiros a chegar para a tradicional concentração de paquetes de fim de ano na baía da capital madeirense.
A sua chegada deu-se ao final da tarde, proveniente de Ponta Delgada, Açores, onde foi forçado a cancelar escala após algumas tentativas frustradas para atracar devido ao mau tempo, prosseguindo desde logo viagem rumo ao Funchal.
Mau tempo esse que também verificou-se no principal porto turístico da Madeira, pelo que a entrada algo atribulada do AIDA CARA fazia já prever o céu cinzento e ondulação adversa que iriam fazer-se sentir no último dia de 2016.
Todavia e felizmente, o navio lá conseguiu atracar no cais norte sempre com a vigia constante do rebocador CTE. PASSOS GOUVEIA, chamado para ficar de prevenção na sua manobra, e assim aguardar um dos mais conceituados festivais de Ano Novo no Mundo.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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domingo, 3 de janeiro de 2016

Frota de navios no Funchal em véspera de Ano Novo

Imagens registadas ao longo do dia 31 de Dezembro de 2015, dos 11 paquetes, ou se visto de outra forma dos 12 navios de passageiros [contando com o ferry LOBO MARINHO], que se reuniram no porto do Funchal no último dia do ano como manda a tradição.
Já pela manhã contavam-se 9 navios de cruzeiro na baía, atracados no molhe da pontinha estavam o OCEANA, THOMSON MAJESTY, BLACK WATCH e AIDA BLU no cais norte. No fundeadouro ficaram o MAGELLAN, SAGA PEARL II, QUEEN ELIZABETH, MEIN SCHIFF 4 e MARCO POLO.
À noite chegaram o AIDA SOL e BALMORAL, compondo assim a frota de 11 paquetes no maior porto de navios de cruzeiro no Mundo neste dia.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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