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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Manhã de movimento no porto do Funchal

A manhã de hoje no porto do Funchal foi uma daquelas capazes de entusiasmar quem, de uma forma simples e genuína, gosta de observar e fotografar navios. O mar estava chão, a luz excelente e felizmente lá apareci eu de máquina ao pescoço para registar o movimento que se seguiu.
Primeiro largou o ferry local, LOBO MARINHO, como habitual pelas 8:00 rumo ao Porto Santo, e à medida que deixava a "pontinha" para trás cruzou-se a estibordo, embora ainda a uma grande distância, com o navio de ensaios e telemedidas MONGE, da Marinha Francesa, que aguardava ao largo para entrar no porto. Dito cujo que falaremos melhor adiante noutro artigo, acompanhado de mais imagens.
Pouco depois, mais a leste, o ferry português registado na Madeira cruzou-se desta feita com o navio areeiro ANJOS, a caminho do porto para atracar precisamente no cais 1, onde se situa a única rampa RO/RO do Funchal.
Por fim o MONGE preparava-se para iniciar a sua manobra de entrada, e para o efeito requisitou o apoio de dois rebocadores dos Portos da Madeira, PONTA DO PARGO, que se deslocou desde o Caniçal, e o CTE. PASSOS GOUVEIA. Este último ao sair do porto juntamente com a lancha de pilotos ILHÉU DO LIDO, passou ao lado de outro rebocador, neste caso um bem maior de alto mar, o RED SEA FOS registado no Panamá, que desde Setembro do ano passado tem estado presente na baía do Funchal.
Posto isto só temos a concluir que realmente não há melhor forma de começar o dia!
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mau tempo condicionou navios a 31 de Dezembro

Lá de tempos a tempos e de uma forma quase cíclica, o mau tempo decide pregar uma partida a 31 de Dezembro, condicionando a concentração de paquetes no último dia do ano, a exemplo de outras datas no passado, como em 1968, quando estavam previstos 14 paquetes para a noite de São Silvestre e grande maioria não atracou devido ao estado do tempo. Em 1988 semelhante cenário voltou a repetir-se quando os paquetes CANBERRA e VASCO DA GAMA viram-se forçados a deixar o Funchal após várias tentativas infrutíferas para atracar devido à ondulação adversa.
Em 2016 a forte agitação marítima foi novamente a maior condicionante para a operação dos navios em véspera de Ano Novo, e logo pela manhã os paquetes BOUDICCA, MARCO POLO e OCEANA envolveram-se num renhido confronto com a ondulação, que por vezes variava entre os 2,5 e 3 metros!
Mas desta vez os paquetes levaram a melhor esta disputa e todos eles conseguiram atracar, ao que valeu a resiliência dos oficiais a bordo, pilotos e a constante vigia dos rebocadores locais, que estiveram de prevenção em todas as manobras.
No entanto para os oficiais de serviço na ponte do OCEANA, não puderam dispensar as atenções redobradas mesmo depois do navio ter atracado. A ondulação oriunda de sudeste fez com o mesmo passasse a sua estadia num balanço desenfreado, com os propulsores de proa e popa em constante funcionamento de modo a manter a sua posição no cais. De facto verificou-se uma agitação marítima bastante acentuada no interior do porto, grande parte derivada do cais 8, que nestas condições de mar reflecte as ondas sobretudo em direcção ao cais 3, onde estava atracado o OCEANA, fustigando e muito a sua estabilidade.
Trata-se portanto de uma ironia bastante desagradável, este cais 8 que não foi utilizado uma única vez o ano passado, e que para além da sua inutilidade vem nestas ocasiões prejudicar a estadia dos navios no cais sul. Algo assim de tão irrelevante que terá escapado aos estudos dos ditos especialistas?
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária. 
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