Lá de tempos a tempos e de uma forma quase cíclica, o mau tempo decide pregar uma partida a 31 de Dezembro, condicionando a concentração de paquetes no último dia do ano, a exemplo de outras datas no passado, como em 1968, quando estavam previstos 14 paquetes para a noite de São Silvestre e grande maioria não atracou devido ao estado do tempo. Em 1988 semelhante cenário voltou a repetir-se quando os paquetes CANBERRA e VASCO DA GAMA viram-se forçados a deixar o Funchal após várias tentativas infrutíferas para atracar devido à ondulação adversa.
Em 2016 a forte agitação marítima foi novamente a maior condicionante para a operação dos navios em véspera de Ano Novo, e logo pela manhã os paquetes BOUDICCA, MARCO POLO e OCEANA envolveram-se num renhido confronto com a ondulação, que por vezes variava entre os 2,5 e 3 metros!
Mas desta vez os paquetes levaram a melhor esta disputa e todos eles conseguiram atracar, ao que valeu a resiliência dos oficiais a bordo, pilotos e a constante vigia dos rebocadores locais, que estiveram de prevenção em todas as manobras.
No entanto para os oficiais de serviço na ponte do OCEANA, não puderam dispensar as atenções redobradas mesmo depois do navio ter atracado. A ondulação oriunda de sudeste fez com o mesmo passasse a sua estadia num balanço desenfreado, com os propulsores de proa e popa em constante funcionamento de modo a manter a sua posição no cais. De facto verificou-se uma agitação marítima bastante acentuada no interior do porto, grande parte derivada do cais 8, que nestas condições de mar reflecte as ondas sobretudo em direcção ao cais 3, onde estava atracado o OCEANA, fustigando e muito a sua estabilidade.
Trata-se portanto de uma ironia bastante desagradável, este cais 8 que não foi utilizado uma única vez o ano passado, e que para além da sua inutilidade vem nestas ocasiões prejudicar a estadia dos navios no cais sul. Algo assim de tão irrelevante que terá escapado aos estudos dos ditos especialistas?
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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WWS
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017
terça-feira, 26 de abril de 2016
PORTO NOVO no Funchal
O navio areeiro PORTO NOVO, ex. HUDSON STREAM e BOWSTREAM de 1971, a se posicionar a sul do porto do Funchal pronto para fundear na tarde de 22 de Abril último. Vinha carregado com o fogo de artifício que seria lançado mais tarde para assinalar a última escala do cruzeiro de volta ao Mundo do paquete AURORA.
O PORTO NOVO foi construído na Holanda, em Vuyjk Capele & Zonen's Scheepswerven N.V. no início dos anos 70, mas foi só em 1996 que a empresa madeirense António Pereira & Filhos Lda. o adquiriu ao armador britânico Seal Sands Maritime Ltd. passando então a operar com este nome na extracção de inertes marítimos no arquipélago da Madeira.
Registado na Capitania do porto do Funchal (FN-72-AL), ostenta 1,424 TAB, 81,50 metros de comprimento e 13 metros de boca, estando apto para atingir uma velocidade máxima de 12,5 nós. Está também dotado de um sistema mecânico de sucção, que lhe confere um célere carregamento de inertes no porão.
Fotografias da autoria de João Abreu, salvo referência contrária.
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O PORTO NOVO foi construído na Holanda, em Vuyjk Capele & Zonen's Scheepswerven N.V. no início dos anos 70, mas foi só em 1996 que a empresa madeirense António Pereira & Filhos Lda. o adquiriu ao armador britânico Seal Sands Maritime Ltd. passando então a operar com este nome na extracção de inertes marítimos no arquipélago da Madeira.
Registado na Capitania do porto do Funchal (FN-72-AL), ostenta 1,424 TAB, 81,50 metros de comprimento e 13 metros de boca, estando apto para atingir uma velocidade máxima de 12,5 nós. Está também dotado de um sistema mecânico de sucção, que lhe confere um célere carregamento de inertes no porão.
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